Produção da indústria fecha 2017 com alta de 2,5%, após 3 anos de queda

TV Jurerê
09:00:AM - 01/Feb/2018
Produção da indústria fecha 2017 com alta de 2,5%, após 3 anos de queda
(Foto: Mercedes-Benz/Divulgação)

Setor de veículos aumentou a produção e puxou o resultado de 2017.

01/02/2018 | 09h00

Indústria teve o melhor resultado desde 2010, puxado pelo aumento da produção de veículos, segundo o IBGE.

Depois de fechar no vermelho por três anos seguidos, a indústria brasileira voltou a crescer e fechou 2017 em alta de 2,5%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, a indústria teve o melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%.

Em dezembro, o setor registrou alta de 2,8% em relação a novembro - a maior desde junho de 2013, quando chegou a 3,5%.

No ano, quem puxou a expansão da indústria foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que crescera 17,2%.

Na sequência, estão:
•    indústrias extrativas (4,6%)
•    Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (19,6%)
•    Metalurgia (4,7%)
•    Produtos alimentícios (1,1%)
•    Produtos de borracha e de material plástico (4,5%)
•    Celulose, papel e produtos de papel (3,3%)
•    Máquinas e equipamentos (2,6%)
•    Produtos do fumo (20,4%)

Das sete atividades com queda na produção, a indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 4,1%, contribuindo negativamente para o resultado geral da indústria.

Entre as grandes categorias econômicas, os destaques partiram de bens de consumo duráveis (13,3%) - impulsionada pela fabricação de automóveis e eletrodomésticos - e bens de capital (6%), sob influência do aumento da produção de equipamentos de transporte (7,9%), de uso misto (18,8%) e para construção (40,1%).

De acordo com o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo, o bom resultado do setor industrial em 2017 teve como principal destaque a categoria de bens de capital, que registrou oito meses consecutivos de resultados positivos no ano. "Nesses oito meses seguidos de alta, Bens de Capital acumula uma expansão de 12,4%", apontou.

Fonte: G1