"Pudor nenhum", diz Cauã sobre cenas de sexo gay no cinema

TV Jurerê
04:00:PM - 20/Nov/2017
"Pudor nenhum", diz Cauã sobre cenas de sexo gay no cinema
(Foto: Divulgação)

Matheus Nachtergaele e Cauã: eles estrelam o filme Piedade

20/11/2017 | 16h00

Ator faz sequência quente com Matheus Nachtergaele

No filme Não devore meu coração, que estreia dia 23, Cauã Reymond dá vida a um destemido motoqueiro, membro de uma gangue na divisa do Brasil com Paraguai. O personagem marca os 15 anos de carreira do ator, que estreou em Malhação, aos 22 anos.

"Recebo muitos convites, mas só aceito aqueles que subvertem os personagens que me oferecem nas novelas", diz ele, que virá em 2018 como ninguém nunca viu, também no cinema. Cauã está no elenco de Piedade, longa de Cláudio Assis, em que tem duas cenas quentes de sexo com Matheus Nachtergaele. "É bem hard core. Acho legal contar uma história mais erótica. Não tive pudor nenhum."

Como lida com o posto de símbolo sexual?
Fico lisonjeado, mas não acordo pensando nisso. Sei que meus personagens ajudam a preencher esse posto. E é bom penetrar nesse imaginário do público, levar a pessoa para a fantasia. Mas eu sou desconfiado. Tenho mais facilidade para ouvir uma crítica do que para aceitar, de coração, um elogio. Acho que é uma forma de eu me proteger.
Carreira internacional é uma prioridade?
Se eu fizesse um filme que cruzasse a barreira, como o Rodrigo (Santoro) fez com Walter Salles e tal, não veria problema. Mas eu tenho uma filha pequena. E eu não teria como passar tanto tempo me dedicando a morar fora, correndo atrás, como Alice Braga e outros fazem, porque a paternidade preenche um lugar especial na minha vida. Ser pai me faz crescer como ator. Sou apaixonado pelo trabalho, mas isso é mais importante. E quero outros filhos. E produzir cinema também, se a economia do país deixar.
É otimista quanto ao futuro do país?
Fico muito preocupado, tentando entender como serão as eleições no ano que vem. Sou medroso para falar sobre política. Normalmente, eu me inclino mais às questões ambientais. Essa coisa de ator defender candidato deixa as pessoas com muita raiva. Não sou pessimista, torço para que mudem as coisas. Mas eu estou num lugar privilegiado e preciso ser cuidadoso. Trabalhei muito pela minha carreira, mas muita gente também trabalha e nem por isso está na mesma posição.
Qual é o balanço dos 15 anos de carreira?
Não cheguei pronto, não fiz teatro desde cedo. Quando comecei, me via verde na televisão. Na Malhação, eu era engessado, ainda estava aprendendo a dinâmica das quatro câmeras. O cinema sempre me deixou mais livre para experimentar. Quero entreter e também não tenho preconceito, posso fazer algo mais comercial, como o filme Uma dupla quase perfeita com a Tatá Werneck, que estreia ano que vem. Fiquei apavorado de trabalhar esse lado cômico, mas gosto de me reciclar.

Fonte: Revista Época