Nicarágua tem vulcões ativos, florestas preservadas e praias boas para o surfe

TV Jurerê
12:50:PM - 31/Aug/2017
Nicarágua tem vulcões ativos, florestas preservadas e praias boas para o surfe
Divulgação

Ilhotas de Granada, localizadas no lago Nicarágua, ao sul do país

31/08/2017 | 12h50

Maior país da América Central, a Nicarágua tem tudo para seguir o exemplo da vizinha Costa Rica e virar um dos destinos favoritos da região.
Motivos para isso não faltam. Banhado pelo mar do Caribe e pelo oceano Pacífico, o lugar reúne vulcões, floresta, praias e montanhas.

Com solo vulcânico muito fértil, o país é essencialmente agrícola –exporta café, carne e derivados de cana. Mas, da mesma forma que aconteceu com a Costa Rica, o turismo pode virar protagonista da economia. No ano passado, o vizinho famoso recebeu mais de 2,9 milhões de visitantes, contra 1,6 milhão na Nicarágua.

Por reunir hospedagem e passeios bons e baratos, o lugar foi adotado por mochileiros, que podem ser vistos nos principais pontos turísticos, como as praias do Pacífico, a ilha de Ometepe e os 14 vulcões nicaraguenses, espremidos em uma área pouco menor que o Estado do Ceará.
Mesmo sem voos diretos, 4.000 brasileiros visitaram a Nicarágua no ano passado. É preciso fazer escala (em Lima, Bogotá, Cidade do Panamá ou San Salvador) para desembarcar no aeroporto de Manágua, a capital do país.

Chegando lá, o visitante se dá conta de que, apesar de o espanhol ser o idioma principal, algumas áreas do lado caribenho falam inglês e miskito, dialeto de origem africana. E, embora o país tenha moeda própria, o córdoba (R$ 1 equivale a 8,9 córdobas), o dólar americano funciona muito bem em todo canto.

Boa parte da superfície da Nicarágua é coberta por florestas - as áreas de preservação são 17% do total. Mas a natureza não está apenas nas reservas. Vista do alto, Manágua transparece todo esse verde, com árvores frondosas por toda a cidade.

PLANO VERDE
Nem sempre foi assim. A paisagem começou a mudar em 1972, quando um terremoto matou mais de 10 mil pessoas e mudou para sempre a altura máxima de novos prédios. No lugar de algumas construções, a cidade plantou figueiras e mangueiras.

Embora Manágua cumpra o papel de capital econômica e administrativa, as capitais turísticas do país são outras. León é a cidade de Ruben Darío (1867-1916), um dos poetas hispânicos mais influentes. Sua casa foi transformada num museu que narra suas vivências literárias.

Ainda em León, o Museu de la Revolución vale pelos guias, ex-guerrilheiros que participaram do movimento do líder revolucionário Augusto Sandino (1895-1934). Eles se empolgam contando suas histórias, portanto não dá para ter pressa. Por fim, a catedral da cidade encanta com sua fachada larguíssima.

Batizada em homenagem à cidade espanhola da Andaluzia, Granada guarda os traços bem preservados dos três séculos de colonização espanhola. É uma mistura de Paraty (RJ) com algo de Tiradentes (MG). Erguida em 1751, a catedral de Nossa Senhora da Assunção é bonita, mas a melhor vista do lugar você terá no campanário da igreja de La Merced. Pelas ruas, músicos tocam algo parecido com moda de viola e sanfona, com uma delicadeza que remete mais ao rural do que à salsa caribenha dançante.

O centrinho de Granada guarda os ares de uma cidade de interior - o lugar tem 120 mil habitantes. Um bom programa é sentar num dos quatro quiosques da praça central e comer um "vigorón" - prato com torresmo, mandioca e salada de repolho sobre folha de bananeira.

Na calle Calzada fica o epicentro turístico de Granada, com opções hoteleiras e gastronômicas fartas.

Passando pela igreja de Guadalupe, dá para descer até as margens do lago Nicarágua (também chamado de Cocibolca) e passear de voadeira pelas "isletas", um conjunto de 365 ilhotas formado há milhares de anos após sucessivas erupções do vulcão Mombacho. Cobertas por vegetação e sem praias, as ilhas são ocupadas por casarões em meio a palmeiras imensas, árvores-da-chuva e sumaúmas.

Em alguns pontos do caminho, macacos-aranhas comilões se aproximam dos barcos em busca de alimento e de um contato com os turistas, cada vez mais comuns.

Surfistas dividem espaço com resort de luxo no Pacífico
Os ingleses descobriram as belezas da costa da Nicarágua ainda no século 17. Destinos de descanso e mergulho, Corn Island e Little Corn Island falam a língua da rainha britânica até hoje e são os favoritos entre aqueles que buscam a beleza mais clichê do Caribe: praias com areia branquinha e águas claras.

Mas é no Pacífico que a Nicarágua revela seu maior potencial -e os surfistas já descobriram isso há tempos.

Com algumas das melhores ondas das Américas para o surfe, como em Popoyo, Colorado e playa Hermosa, a região de Rivas, no sul da Nicarágua, é a mais buscada pelos praticantes do esporte.

Por lá, há dezenas de pequenos vilarejos com hospedagens decentes e preços em conta, como a vila de playa Gigante, de onde partem passeios para várias praias do lugar, como La Redonda e Amarillo, boas tanto para surfar quanto para descansar. Perto dali, San Juan del Sur parece um Guarujá (SP) do passado: é uma cidadezinha de pescadores com boas opções culinárias.

RESORTS
Não é só o mochileiro que tem espaço no litoral nicaraguense. É impossível não associar o desenvolvimento do turismo no país com a inauguração do Mukul Resort (mukulresort.com), em 2014.

A iniciativa do empresário do ramo de rum Carlos Pellas é uma espécie de segredo da chamada Costa Esmeralda, já que não é indicado por placas na estrada que sai de Manágua (capital do país).
Celebridades como os atores americanos Morgan Freeman e Scarlett Johanson e a apresentadora de TV brasileira Patrícia Poeta já visitaram o lugar, que fica em meio à uma mata preservada repleta de animais.

As acomodações -a partir de US$ 360 a diária por pessoa ou R$ 1.140-, em vilas reservadas em meio à floresta nativa, contam com uma praia particular, Manzanillo, que tem ondas perfeitas para aprender ou praticar surfe.

Um spa recebe os hóspedes com tratamentos exclusivos. Por fim, os visitantes podem optar entre dois restaurantes, um deles autoral, onde o chef Cyrill Cheminot prepara alta gastronomia com ingredientes locais e internacionais.

O hóspede também pode agendar um tour de pesca pela região e trazer um atum pescado por ele mesmo para ser preparado no jantar. A conclusão é que existe uma Nicarágua para cada estilo de viajante.

Pacotes
R$ 3.091
Quatro diárias por pessoa, em quarto duplo, no hotel Antigua Estación Granada. Inclui aéreo, sem café da manhã. Na CVC: cvc.com.br
R$ 3.474
Pacote para uma pessoa por sete noites no hotel San Leon del Sol. Sem aéreo, inclui café da manhã. Na Decolar: decolar.com
R$ 3.750 (US$ 1.187)
Quatro noites por pessoa no Mukul Resort & Spa, em quarto de casal. Sem aéreo, inclui café da manhã e traslados. Na Interpoint Viagens & Turismo: interpoint.com.br
R$ 3.939
Seis noites por pessoa no hotel Colonial Granada, em quarto duplo. Inclui aéreo. Na Decolar: decolar.com
R$ 4.253 (US$ 1.346)
Preço por pessoa para cinco noites, em quarto duplo, no Soma Surf Resort. Inclui aéreo (Copa) e seguro viagem. Na Trade Tours: tradetours.com.br
R$ 6.400
Pacote de três noites para duas pessoas no hotel Casa Morazan, no centro histórico de Granada. Inclui aéreo (com taxas e impostos) e café da manhã. Na Expedia: expedia.com.br
R$ 6.844 (US$ 2.160)
Pacote para quatro noites por pessoa no Mukul Beach, Golf & Spa, em quarto duplo. Sem aéreo, inclui café da manhã e traslados de chegada e saída. Válido de 01 a 15 de dezembro. Na Teresa Perez Tours: teresaperez.com.br
R$ 8.165 (US$ 2.584)
Valor individual para 11 noites, passando por Nicarágua, El Salvador e Guatemala. Inclui aéreo, traslados, seguro viagem e passeios à cidade de Granada e ao vulcão Masaya, ambos na Nicarágua. Na Venice Turismo: veniceturismo.com.br 

Fonte: Folha de SP