Dois pandas gêmeos nascem na França; um bebê corre risco de morte

TV Jurerê
09:30:AM - 05/Aug/2017
Dois pandas gêmeos nascem na França; um bebê corre risco de morte
Guillaume Souvant-04.ago.2017/AFP

Veterinário segura um dos filhotes gêmeo de panda

05/08/2017 | 09h30

Dois bebês pandas nasceram na sexta-feira (4) à noite no zoológico de Beauval, em Saint-Aignan-sur-Cher, centro da França.

Huan Huan ("Alegre"), a panda fêmea emprestada pela China ao jardim zoológico de Beauval, deu à luz o primeiro gêmeo às 22h18 (17h18 de Brasília) e o segundo às 22h32 (17h32 de Brasília).

"O primeiro dos bebês está vivo. Sua mãe está cuidando bem dele. Tem um bom comportamento. É uma fêmea primogênita, é seu primeiro bebê", declarou após o primeiro nascimento Rodolphe Delord, diretor do zoológico.

No entanto, os responsáveis do local constataram rapidamente que o prognóstico de um dos bebês é delicado, e que ele corre risco de morte, informaram pouco depois. Só 19 parques zoológicos no mundo abrigam os ursos pandas fora da China.

Huan Huan, de quase nove anos, e seu companheiro Yuan Zi chegaram em janeiro de 2012 a Beauval, por empréstimo da China por dez anos, depois de negociações entre Paris e Pequim. Eles são os únicos pandas gigantes presentes na França.

Os bebês devem partir para a China dentro de três anos, quando desmamarem. A reprodução dos pandas é muito difícil. No ano passado, só nasceram três na Europa.

CHINA
No dia 31 de julho, um bebê panda gigante nasceu na China, depois da união de uma fêmea em cativeiro com um macho em liberdade, um fato inédito, segundo a agência oficial de notícias Nova China.

O bebê panda, de cor rosa claro e pouco maior do que uma mão, nasceu na segunda de manhã na província de Sichuan, centro-oeste do país. É o primeiro panda gigante nascido do acasalamento, em março, de uma mãe em cativeiro --Cao Cao, de 15 anos-- e um pai em liberdade.

O nascimento desse panda é resultado dos esforços dos pesquisadores, que esperam melhorar a saúde e a diversidade genética dos pandas em cativeiro, acasalando-os com seus pares que vivem na natureza, explicou Zhang Zhizhong, do Centro de Conservação e de Pesquisa da China para o Panda Gigante.

Fonte: Folha de SP